Categoria: Stove Pilot

  • Rally 4R leva Quatro Rodas de volta às suas origens para comemorar 65 anos

    Sessenta e cinco anos se passaram desde que as páginas da QUATRO RODAS, então uma revista audaciosa, registraram seu primeiro Rally de regularidade. Em 1961, o Brasil efervescia, pavimentando seu futuro automotivo. Para celebrar essa rica trajetória, a QUATRO RODAS voltou à pitoresca São Lourenço (MG) para refazer o roteiro pioneiro que iniciou uma tradição de testes, aventuras e paixão por carros.

    1961 era tempo de descobertas para o motorista brasileiro. A indústria automotiva nacional dava seus promissores passos, com modelos que hoje são ícones. A QUATRO RODAS, desde seu lançamento, testava veículos em condições reais. O Rally de Regularidade de 1961 não foi apenas uma prova de perícia e resistência; foi uma declaração de propósito, estabelecendo o tom para uma publicação que sempre buscou ir além das bancas, testando os carros no asfalto e na terra.

    Naquela época, um rally não era sobre velocidade, mas sobre manter uma média de tempo estipulada em estradas muitas vezes mais desafiadoras. Os carros participantes – em sua maioria, os primeiros modelos nacionais ou importados – passavam por testes rigorosos de durabilidade e desempenho. Navegar pelos caminhos sinuosos e de terra da Serra da Mantiqueira, com mapas rudimentares e sem tecnologia, exigia habilidade, intuição e conhecimento da máquina. São Lourenço serviu como ponto de partida ideal, irradiando por cidades vizinhas e revelando a beleza agreste do interior mineiro. Relatos narram pneus furados, mecânicos improvisados e uma camaradagem que forjou o espírito do automobilismo.

    Seis décadas e meia depois, o cenário mudou drasticamente, mas o espírito da aventura permanece. O Rally 4R de 2024 (ou o ano da celebração) não é mera reconstituição; é uma celebração viva da herança da QUATRO RODAS. Refazer o roteiro original é mais que uma viagem no tempo; é uma oportunidade de conectar gerações de entusiastas e profissionais. Participantes modernos, alguns em veículos clássicos restaurados, outros em carros contemporâneos, uniram-se nessa jornada nostálgica.

    A paisagem de São Lourenço e da Mantiqueira, embora mais desenvolvida, ainda guarda o charme e a topografia que desafiaram os pioneiros. As estradas, agora asfaltadas e mais seguras, permitem que os participantes se concentrem na precisão da regularidade e na apreciação da vista, sem esquecer a lição de resiliência. Este retorno às origens testemunha a duradoura relevância da QUATRO RODAS, revista que não só documentou a história automotiva brasileira, mas também a moldou.

    O Rally de 2024 serve como lembrete vívido da paixão que impulsiona o mundo automotivo. É um tributo aos pioneiros de 1961, aos leitores que acompanharam cada novidade, e aos carros que se tornaram parte de nossa identidade. Mais que uma prova de regularidade, este evento é uma ponte entre o passado glorioso e o futuro promissor, reforçando o compromisso da QUATRO RODAS em inspirar gerações de amantes do volante, mantendo acesa a chama da aventura e da curiosidade que a fundou há 65 anos.

  • Audi e-bike de R$ 30 mil: Mais marchas que carros e tecnologia premium.

    A nova era da mobilidade urbana e do lazer aventura ganha um novo expoente com o lançamento de uma bicicleta elétrica que redefine os padrões de performance e design. Fruto de uma colaboração estratégica entre a renomada montadora alemã Audi e a prestigiada marca italiana Fantic, esta e-bike não é apenas um meio de transporte; é uma declaração de engenharia e estilo. A parceria une a expertise automotiva da Audi em inovação, design e tecnologia de ponta com o profundo conhecimento da Fantic em bicicletas e motocicletas elétricas de alta performance, resultando em um veículo que promete uma experiência de condução incomparável.

    No coração desta máquina está um motor elétrico que entrega um impressionante torque de 9,18 kgfm. Este valor não é apenas um número; ele se traduz diretamente em uma aceleração vigorosa e uma capacidade excepcional de superar subidas íngremes e terrenos desafiadores com facilidade notável. Comparável à força de motores de scooters ou até motocicletas leves, este motor garante que o ciclista tenha sempre a potência necessária ao alcance, seja para arrancar rapidamente no trânsito urbano, manter uma velocidade constante em estradas abertas ou encarar trilhas mais exigentes. A entrega de potência é suave e intuitiva, otimizada para oferecer uma assistência natural que complementa o esforço do ciclista, transformando cada pedalada em um avanço sem esforço e emocionante.

    Para complementar tamanha força motriz, a bicicleta é equipada com um sistema de suspensão premium, projetado para absorver os impactos mais severos e oferecer um conforto inigualável em qualquer tipo de terreno. Seja enfrentando os pavimentos irregulares das cidades, as calçadas esburacadas ou as raízes e pedras de uma trilha off-road, a suspensão trabalha incansavelmente para manter as rodas em contato constante com o solo, otimizando a tração e a estabilidade. Este sistema de amortecimento superior não só protege o ciclista de solavancos e vibrações, mas também melhora significativamente o controle da bicicleta, permitindo manobras precisas e seguras mesmo em velocidades mais altas ou em descidas técnicas. A configuração da suspensão, provavelmente ajustável, permite ao usuário personalizar a resposta da bicicleta às suas preferências e ao tipo de terreno, elevando a versatilidade do conjunto.

    A segurança, como era de se esperar de um produto com o selo Audi e Fantic, é uma prioridade máxima. A e-bike vem equipada com freios potentes e de alta performance, essenciais para controlar a velocidade e garantir paradas rápidas e seguras. Geralmente, este tipo de equipamento premium incorpora sistemas de freio a disco hidráulicos de última geração, conhecidos por sua modulação precisa e força de frenagem consistente em todas as condições climáticas – seja em piso seco ou molhado. A capacidade de frear com confiança é crucial em uma bicicleta com um motor tão robusto, proporcionando ao ciclista total controle sobre o veículo e aumentando a sua segurança em situações inesperadas, como desvios súbitos ou paradas de emergência. A durabilidade e a baixa manutenção desses componentes também são características que se esperam de um sistema de frenagem de elite.

    Além da performance técnica, o design é um ponto central. A bicicleta exibe linhas limpas e uma integração perfeita dos componentes elétricos, refletindo a estética minimalista e sofisticada pela qual a Audi é reconhecida. Cada detalhe, desde o quadro até o posicionamento da bateria e do motor, foi cuidadosamente pensado para otimizar tanto a funcionalidade quanto a aparência. Ergonomia e conforto também são levados em conta, com selins e guidões projetados para longas horas de pilotagem sem fadiga.

    Em suma, esta bicicleta elétrica representa o ápice da inovação no segmento de e-bikes. Ela não apenas entrega um desempenho empolgante com seu motor de alto torque, mas também garante uma experiência de pilotagem suave e segura graças à sua suspensão de ponta e freios poderosos. É um veículo para aqueles que buscam a combinação perfeita de tecnologia avançada, design premium e a emoção de uma pilotagem sem limites, seja nas ruas da cidade ou nas aventuras off-road.

  • Brasil: Quase 2 milhões de veículos novos vendidos em 2025; recorde em 6 anos

    O mercado automotivo brasileiro registrou um desempenho notável nos três primeiros trimestres de 2025, com a venda de 1.910.519 veículos novos. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), englobam automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, e representam o melhor resultado para o setor desde 2019, quando 2.029.464 unidades foram emplacadas, antes da pandemia de Covid-19.

    Este volume de vendas configura uma ligeira alta de 2,79% em comparação com o mesmo período de 2024, que registrou 1,8 milhão de veículos. O crescimento é ainda mais expressivo quando comparado a 2023, apresentando um aumento de 17,28% em relação aos 1.629.075 veículos novos vendidos naquele ano. Para esta contabilização, o g1 desconsidera motocicletas e implementos rodoviários.

    **Desempenho por Segmento no Terceiro Trimestre de 2025:**

    * **Automóveis:** Foram 1.411.116 emplacamentos, com um crescimento de 3,05% em relação a 2024. Em setembro, o segmento registrou 178.548 unidades vendidas, uma alta de 3,65% em comparação com agosto e de 4,02% frente a setembro de 2024 (171.640 unidades).
    * **Comerciais Leves:** O segmento contabilizou 396.322 emplacamentos, um aumento de 4% sobre 2024. Em setembro, as vendas alcançaram 52.822 unidades, um salto expressivo de 25,14% em relação a agosto e um crescimento de 3,40% comparado a setembro de 2024 (51.083 unidades).
    * **Caminhões e Ônibus:** Este segmento apresentou uma queda, com 103.081 emplacamentos, representando uma redução de 4,72% em relação a 2024. Apesar de uma alta de 9,55% em setembro (11.895 unidades) comparado a agosto, o volume foi 12,54% menor do que em setembro de 2024 (13.600 unidades).

    Juntos, automóveis e comerciais leves, os principais motores de venda, registraram uma alta combinada de 3,26% no terceiro trimestre de 2025.

    **Projeções e Cenários para o Final de 2025:**

    A Fenabrave revisou suas projeções para o ano de 2025, indicando um crescimento total menor, de 2,6%, com um total de 2.702.233 veículos vendidos. As alterações incluem:

    * **Automóveis e comerciais leves:** Projeção de alta reduzida de 5% para 3% (totalizando 2.559.345 unidades).
    * **Caminhões:** Previsão revertida de crescimento de 7% para uma redução de 7% (113.552 unidades).
    * **Ônibus:** Projeção elevada em 6% (29.336 unidades).
    * **Motos:** Previsão de alta ajustada de 10% para 15% (2.157.288 unidades).

    A redução na projeção de crescimento deve-se a preocupações com os cenários econômicos global e nacional. A queda nas vendas de caminhões, por exemplo, é atribuída ao custo da adaptação às novas normas de controle de emissões Euro 6, que tem retardado a renovação da frota.

    A economista Tereza Fernandez, da Fenabrave, ressalta que o possível retorno de Donald Trump à presidência dos EUA é uma grande fonte de incerteza. “Até o momento seguem as incertezas de que alíquotas de Donald Trump serão aplicadas efetivamente. Ele já está atrapalhando o mercado internacional e vai provocar uma diminuição no comércio internacional”, explicou.

    No Brasil, a taxa de juros elevada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), projetada para 15% até o fim do ano, é outro fator impactante. Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, destaca que juros altos afetam diretamente o consumidor, especialmente aqueles que buscam veículos mais acessíveis. “Taxa de juros, infelizmente se a gente tivesse uma taxa menor, seria muito mais agressivo o crescimento e até ultrapassaria os 5%. A gente esperava um início da queda na taxa de juros para o fim do ano, mas o Copom apontou apenas para o ano que vem”, afirmou Junior, enfatizando a importância do crédito para a compra de carros, incluindo os sustentáveis.

  • VW T-Cross lidera vendas de SUVs até setembro de 2025; veja o ranking

    O Volkswagen T-Cross, na versão Comfortline 2025, consolidou-se como o SUV zero km mais vendido no Brasil até setembro de 2025, conforme dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) em 2 de novembro. Com expressivos 65.987 emplacamentos nos primeiros nove meses do ano, o modelo da VW superou o vice-líder, Toyota Corolla Cross, que registrou 51.973 unidades no mesmo período.

    A lista dos SUVs mais vendidos no acumulado do ano até setembro de 2025 é a seguinte:
    1. Volkswagen T-Cross: 65.987 unidades
    2. Toyota Corolla Cross: 51.973 unidades
    3. Hyundai Creta: 51.632 unidades
    4. Honda HR-V: 45.153 unidades
    5. Chevrolet Tracker: 44.809 unidades
    6. Jeep Compass: 42.471 unidades
    7. Fiat Fastback: 41.748 unidades
    8. Nissan Kicks: 40.588 unidades
    9. Volkswagen Nivus: 37.102 unidades
    10. Fiat Pulse: 33.135 unidades

    **Vendas de Setembro: Corolla Cross Lidera e Kicks Surpreende**

    Enquanto o T-Cross liderou o acumulado do ano, as vendas de setembro de 2025 apresentaram uma dinâmica diferente. Pelo segundo mês consecutivo, o Toyota Corolla Cross assumiu a liderança mensal entre os SUVs, com 7.282 unidades emplacadas. A grande surpresa do mês foi o Nissan Kicks, que teve um salto de emplacamentos, passando de uma média mensal de 4 mil para 6.319 carros, conquistando a segunda posição no mês.

    Confira o ranking dos SUVs mais vendidos em setembro de 2025:
    1. Toyota Corolla Cross: 7.282 unidades
    2. Nissan Kicks: 6.319 unidades
    3. Hyundai Creta: 5.953 unidades
    4. Chevrolet Tracker: 5.657 unidades
    5. Fiat Fastback: 5.344 unidades
    6. Jeep Compass: 5.291 unidades
    7. Honda HR-V: 5.041 unidades
    8. Volkswagen T-Cross: 4.736 unidades
    9. Jeep Renegade: 4.547 unidades
    10. Volkswagen Nivus: 4.173 unidades

    **Mercado Geral de Veículos: Quase 2 Milhões no 3º Trimestre**

    O mercado automotivo brasileiro registrou um total de 1.910.519 veículos novos (incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, sem motos e implementos rodoviários) vendidos no terceiro trimestre de 2025. Este volume representa o melhor resultado para o período desde 2019. Houve um crescimento de 2,79% em comparação com o terceiro trimestre de 2024 e um aumento expressivo de 17,28% em relação a 2023.

    Detalhando por segmento até o terceiro trimestre de 2025:
    * **Automóveis:** 1.411.116 emplacamentos (alta de 3,05% frente a 2024). Em setembro, 178.548 unidades (crescimento de 3,65% sobre agosto).
    * **Comerciais Leves:** 396.322 emplacamentos (aumento de 4% contra 2024). Setembro registrou 52.822 unidades (alta de 25,14% frente a agosto).
    * **Caminhões e Ônibus:** 103.081 emplacamentos (redução de 4,72% contra 2024). Em setembro, 11.895 unidades (aumento de 9,55% sobre agosto, mas queda de 12,54% em relação a setembro de 2024).

    **Projeções Revisadas para 2025 Devido a Juros e Cenário Econômico**

    A Fenabrave revisou suas projeções para 2025, reduzindo a estimativa de crescimento para automóveis e comerciais leves de 5% para 3%, totalizando 2.559.345 unidades. A expectativa para caminhões é de queda de 7%, enquanto para ônibus há uma projeção de alta de 6%.

    Essa revisão para baixo está ligada a preocupações com os cenários econômicos internacional e nacional, além da queda nas vendas de caminhões. Arcelio Júnior, presidente da Fenabrave, enfatizou o impacto das taxas de juros: “Com uma taxa de juros menor, o crescimento nas vendas de automóveis e comerciais leves seria bem mais forte… Esperávamos uma queda nos juros até o fim de 2024, mas o Copom indicou que isso só deve acontecer em 2026.”

  • Ford Racing assume controle total de hipercarro WEC 2027

    A Ford, gigante automotiva americana, está redefinindo sua estratégia no automobilismo de elite. Sua divisão de performance, a Ford Racing, assumirá o controle total do projeto de hipercarro para o Campeonato Mundial de Endurance (WEC) de 2027. Essa decisão estratégica aposta na gestão interna para acelerar o desenvolvimento, garantir competitividade e, crucialmente, transpor a tecnologia das pistas diretamente para os veículos de rua.

    Com uma história rica em Le Mans e no automobilismo de resistência, a Ford busca reacender essa paixão com total autonomia. O controle completo pela Ford Racing significa gerenciar cada aspecto do hipercarro: da concepção e design aerodinâmico à engenharia do chassi, desenvolvimento do trem de força (provavelmente um sistema híbrido avançado) e testes extensivos.

    A gestão interna oferece vantagens inegáveis, agilizando drasticamente o processo de tomada de decisões e o ciclo de desenvolvimento. Eliminando a dependência de parceiros externos, a Ford pode iterar mais rapidamente e reagir com maior flexibilidade aos desafios técnicos. Essa autonomia é vital em um ambiente tão competitivo como o WEC, onde cada milissegundo e inovação tecnológica contam.

    Além da velocidade, o controle total garante sinergia incomparável entre as equipes de engenharia de corrida e as de desenvolvimento de produtos de consumo. A Ford Racing, com seu vasto conhecimento, estabelecerá um canal direto para a transferência de tecnologia. O objetivo é que cada avanço conquistado no hipercarro beneficie diretamente os futuros veículos de rua da Ford.

    O Campeonato Mundial de Endurance (WEC) é um dos palcos mais exigentes e prestigiados do automobilismo global. A categoria Hypercar representa o ápice da engenharia automotiva, exigindo um equilíbrio delicado entre potência, eficiência aerodinâmica, durabilidade e gestão de energia em corridas de longa duração. Vencer nesta categoria não é apenas uma prova de velocidade, mas também de confiabilidade e inovação tecnológica.

    A promessa de ‘levar tecnologia das pistas para as ruas’ é um pilar central. As lições do hipercarro são inestimáveis, aprimorando sistemas híbridos para veículos de produção mais eficientes e potentes. Aerodinâmica avançada otimizará o fluxo de ar em carros de passeio, melhorando a economia de combustível. Materiais leves e de alta resistência influenciarão estruturas mais seguras e eficientes. O software de gerenciamento de motor e eletrônica avançada serão adaptados para aprimorar a experiência de condução e a segurança dos futuros modelos.

    A Ford vê o WEC 2027 como um laboratório de testes em tempo real para a próxima geração de tecnologias. Ao investir internamente e dar à Ford Racing as rédeas completas, a marca reafirma seu compromisso com a excelência em engenharia e sua visão de futuro. Este projeto impulsiona a inovação em toda a empresa, solidificando a reputação da Ford como líder em performance e tecnologia, prometendo emoção nas pistas e benefícios tangíveis para os motoristas em todo o mundo.

  • Mercedes-Benz lança eActros 400: Elétrico acessível e flexível para transporte

    A Mercedes-Benz Trucks continua a sua jornada rumo a um futuro mais sustentável para o transporte pesado, e a mais recente adição ao seu portfólio elétrico é o eActros 400. Este novo modelo surge como uma alternativa estrategicamente posicionada para complementar o já conhecido eActros 600, oferecendo uma proposta mais acessível e, acima de tudo, uma maior flexibilidade para as diversas demandas do setor de transporte pesado.

    O lançamento do eActros 400 reforça o compromisso da marca com a descarbonização, permitindo que mais empresas e operadores de frotas façam a transição para veículos de emissão zero sem comprometer a eficiência ou a capacidade de carga. Enquanto o eActros 600 é otimizado para rotas de longa distância e cargas extremamente pesadas, com uma autonomia robusta e soluções avançadas de carregamento, o eActros 400 foi concebido para atender a um espectro mais amplo de aplicações. Ele se apresenta como a solução ideal para operações urbanas e regionais intensas, onde a agilidade, a capacidade de carga substancial e a sustentabilidade são cruciais, mas talvez o extremo alcance do 600 não seja uma prioridade.

    A “acessibilidade” do eActros 400 pode ser interpretada de múltiplas maneiras. Primeiramente, é provável que represente um investimento inicial mais baixo em comparação com seu irmão de maior alcance, o que pode facilitar a adoção da tecnologia elétrica por um número maior de empresas, incluindo pequenas e médias frotas. Além disso, sua configuração pode ser mais simplificada para certos tipos de operação, reduzindo a complexidade na gestão e manutenção. Este modelo democratiza o acesso à tecnologia elétrica de ponta da Mercedes-Benz, tornando-a viável para um leque expandido de negócios.

    No que tange à “flexibilidade”, o eActros 400 se destaca pela sua versatilidade. Ele é projetado para acomodar uma variedade de carrocerias e superestruturas, adaptando-se a diferentes necessidades de transporte, como distribuição de mercadorias, coleta de resíduos, operações de construção e muito mais. A capacidade de personalizar o veículo para funções específicas é um grande trunfo no setor de transporte, onde a adaptabilidade é chave para a otimização das operações. Essa flexibilidade é vital para os operadores que buscam um caminhão elétrico robusto que possa ser facilmente integrado em suas frotas existentes e que possa performar em diversas tarefas ao longo do dia.

    Equipado com tecnologia de ponta em baterias e sistemas de propulsão elétrica, o eActros 400 garante uma autonomia suficiente para cobrir rotas diárias extensas, com a vantagem de carregamento rápido em pontos estratégicos. A ausência de emissões diretas e o baixo nível de ruído operacional são benefícios adicionais, que não só contribuem para um meio ambiente mais limpo, mas também melhoram a qualidade de vida nas áreas urbanas e criam um ambiente de trabalho mais agradável para os motoristas.

    A introdução do eActros 400 é um passo significativo para a Mercedes-Benz no cumprimento da sua visão de um ecossistema de transporte totalmente elétrico. A empresa não está apenas vendendo caminhões, mas oferecendo soluções completas que incluem serviços de consultoria, infraestrutura de carregamento e gestão inteligente de frotas para garantir uma transição suave e bem-sucedida para a eletrificação. Ao expandir a sua oferta com um modelo que equilibra custo, capacidade e adaptabilidade, a Mercedes-Benz consolida a sua posição como líder na inovação do transporte pesado, impulsionando a indústria em direção a um futuro mais verde e eficiente.

    Este caminhão não é apenas uma adição à linha de produtos; é uma declaração de que a eletrificação não é mais uma visão distante, mas uma realidade prática e escalável para uma gama crescente de aplicações no transporte de cargas pesadas. O eActros 400 representa um avanço concreto na democratização do transporte elétrico, pavimentando o caminho para frotas mais limpas e operações mais inteligentes em todo o mundo.

  • Shutdown Governamental: Indústria Automotiva dos EUA em Colapso?

    A iminente paralisação do governo dos EUA já está a enviar ondas de preocupação pela indústria automotiva, alarmando fabricantes e reguladores. Se agências críticas como a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e a Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) forem fechadas ou tiverem suas operações limitadas, as consequências para um dos setores mais importantes da economia americana podem ser devastadoras.

    A EPA certifica que novos veículos atendam a padrões de emissões e economia de combustível. Sem sua capacidade de revisar e aprovar modelos, fabricantes podem ter lançamentos suspensos indefinidamente. Carros prontos para produção ou prestes a chegar às concessionárias não poderiam ser vendidos legalmente. O atraso na certificação é uma interrupção direta nas linhas de produção e cadeias de suprimentos. Fabricantes com bilhões investidos em P&D poderiam enfrentar perdas financeiras colossais com estoque acumulado. A confiança dos investidores seria abalada, e planos de produção futuros, alterados.

    Paralelamente, a NHTSA garante a segurança dos veículos, realizando testes, investigando defeitos e emitindo recalls. Uma paralisação impactaria diretamente sua capacidade de aprovar novos recursos e tecnologias de segurança, retardando a inovação. Mais preocupante é o impacto nas investigações de recalls. Se a NHTSA não estiver operacional, recalls urgentes podem ser atrasados, colocando consumidores em risco. A falta de supervisão ativa poderia corroer a confiança pública na segurança veicular.

    Além desses impactos diretos, uma paralisação governamental prolongada pode ter ramificações econômicas mais amplas. A incerteza tende a diminuir a confiança do consumidor, reduzindo as vendas de veículos. As taxas de juros para empréstimos automotivos poderiam subir, e programas de financiamento governamentais seriam interrompidos. As cadeias de suprimentos globais, já frágeis, sofreriam novos choques, com atrasos alfandegários e burocráticos afetando a importação de peças e a exportação de veículos.

    Os fabricantes não são os únicos a sofrer. Concessionárias de automóveis, que dependem de um fluxo constante de novos modelos, veriam suas operações comprometidas. Trabalhadores do setor automotivo, de engenheiros a operários e vendedores, poderiam enfrentar demissões ou redução de horas. Em um setor que emprega milhões e tem um efeito multiplicador significativo na economia, o caos de uma paralisação é um fardo pesado.

    Em suma, uma paralisação do governo dos EUA não é apenas um evento político; é uma ameaça existencial para a indústria automotiva, com o potencial de paralisar a produção, comprometer a segurança, minar a confiança do consumidor e custar bilhões de dólares. As consequências se estenderiam muito além das fronteiras dos EUA, afetando a cadeia de suprimentos global e as operações de empresas multinacionais, demonstrando quão intrinsecamente ligadas estão as funções governamentais essenciais ao bom funcionamento de um dos pilares da economia moderna.

  • A GM teve seu melhor trimestre de EVs – mas veja o custo.

    A General Motors (GM) divulgou um aumento de 8% em suas vendas nos EUA no terceiro trimestre de 2025, totalizando 710.347 unidades entregues. Esse crescimento reflete um desempenho robusto tanto na sua linha tradicional de veículos a gasolina quanto no seu crescente portfólio de veículos elétricos (VEs), demonstrando um impulso equilibrado em todas as áreas da empresa. SUVs como o Chevrolet Equinox e Traverse, GMC Acadia e Terrain, e os Cadillac XT4 e XT5 foram motores significativos das vendas de veículos a gasolina, continuando a ser a espinha dorsal de muitas concessionárias.

    No segmento de veículos elétricos, a GM registrou seu melhor trimestre de VEs até o momento, com contribuições notáveis de modelos como o Chevrolet Bolt EV/EUV (mesmo com sua fase de transição), as novas versões da Silverado EV, Blazer EV e Equinox EV, juntamente com o imponente GMC Hummer EV e o luxuoso Cadillac Lyriq. A introdução gradual da plataforma Ultium tem sido fundamental para esse avanço, permitindo a diversificação e o aumento da produção de veículos elétricos de nova geração.

    No entanto, esse impressionante crescimento no setor de VEs não vem sem custos e desafios significativos. A GM investiu bilhões de dólares na modernização de suas fábricas, no desenvolvimento da inovadora plataforma de baterias Ultium e na expansão de parcerias para infraestrutura de carregamento. Embora os números de vendas sejam encorajadores, a rentabilidade por unidade de VE ainda está sob intenso escrutínio, pois a empresa navega pelos altos custos de matérias-primas, produção de baterias e desenvolvimento tecnológico. Essa transição exige uma alocação substancial de capital, impactando as margens de lucro de curto prazo em prol de objetivos de participação de mercado e sustentabilidade a longo prazo. A busca pela dominância no mercado de VEs também apresenta desafios na gestão da cadeia de suprimentos e nas taxas de adoção pelos consumidores, especialmente à medida que a concorrência se intensifica.

    A Chevrolet manteve-se como a líder em volume, com sua linha de picapes e SUVs apresentando um desempenho sólido, complementada pela rápida expansão de suas ofertas de VEs. A GMC continuou sua estratégia de posicionamento premium com vendas robustas de suas picapes Sierra e SUVs populares. A Cadillac experimentou um ressurgimento, impulsionado pelo forte desempenho de seus SUVs e pelo lançamento bem-sucedido do Lyriq. A Buick também contribuiu positivamente, capitalizando sobre seu portfólio de SUVs atualizado.

    Os resultados do terceiro trimestre de 2025 sublinham a estratégia dupla da GM: maximizar a receita de seus veículos de combustão interna (ICE) tradicionais e altamente lucrativos para financiar a transição agressiva em direção a um futuro totalmente elétrico. A empresa aposta em seu portfólio diversificado para capturar diferentes segmentos do mercado, desde VEs de entrada até veículos elétricos de luxo. Essa abordagem equilibrada é crucial à medida que a indústria automotiva passa por um período transformador. Apesar das pressões financeiras do desenvolvimento de VEs, a liderança da GM permanece otimista quanto à obtenção de rentabilidade sustentada em seu segmento de VEs à medida que a produção aumenta e os custos das baterias diminuem ao longo do tempo. O terceiro trimestre de 2025 representa, portanto, um momento crucial, demonstrando tanto o sucesso imediato nas vendas quanto os investimentos estratégicos e de longo prazo necessários para o crescimento futuro.

  • BMW: Risco de incêndio em modelos específicos

    A BMW iniciou um recall de aproximadamente 196.000 veículos no final de setembro, após descobrir que relés do motor de partida poderiam corroer e, potencialmente, causar incêndio. Este problema grave levanta preocupações significativas sobre a segurança dos ocupantes e a integridade dos veículos. A corrosão nesses componentes elétricos pode levar a um superaquecimento, que por sua vez, pode iniciar um fogo no compartimento do motor ou áreas próximas, criando um risco substancial de segurança.

    Os modelos afetados por esta campanha de recall abrangem uma gama de veículos populares. Entre eles estão os sedãs BMW 330i (fabricados entre 2019 e 2021) e os roadsters Z4 (produzidos de 2019 a 2022). Além disso, modelos 530i e X3, fabricados entre 2020 e 2022, estão sob escrutínio. Embora o comunicado inicial não detalhe todos os modelos, é comum em recalls dessa natureza que veículos com arquiteturas elétricas ou motores semelhantes, como o 430i, 740i, e algumas variantes do X5 e X7, também possam ser incluídos à medida que a investigação avança e mais informações se tornam disponíveis.

    A causa raiz do problema parece ser a corrosão nos relés do motor de partida. Relés são componentes elétricos cruciais que permitem o fluxo de corrente para o motor de partida, que é responsável por ligar o motor do veículo. Se esses relés corroerem, a resistência elétrica no componente pode aumentar. Esse aumento na resistência gera calor excessivo, podendo derreter os invólucros plásticos, danificar fios adjacentes e, em casos extremos, iniciar um incêndio. O risco não se limita apenas ao momento de ligar o carro; a corrosão progressiva pode comprometer a integridade do sistema elétrico do veículo ao longo do tempo, independentemente do uso.

    Incidentes de incêndio espontâneo em veículos são, sem dúvida, cenários temidos por qualquer proprietário de carro. Um incêndio pode causar danos irreparáveis ao veículo e, mais importante, representa uma ameaça grave à vida dos ocupantes, com risco de rápida propagação dificultando a evacuação segura. Além disso, um incêndio em um veículo estacionado pode se alastrar para propriedades próximas, causando danos ainda maiores. Por essas razões, autoridades reguladoras, como a NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration) nos EUA, levam esses recalls muito a sério, exigindo ação rápida dos fabricantes para mitigar os riscos.

    A BMW, ao descobrir o potencial problema, agiu de acordo com as regulamentações para notificar os proprietários e providenciar as correções necessárias. A empresa geralmente inicia uma investigação interna aprofundada ao identificar uma falha potencial. Uma vez confirmada a natureza e a extensão do problema, ela colabora com as agências reguladoras para emitir um recall oficial. Os proprietários dos veículos afetados devem receber uma notificação por correio, explicando o problema e os passos a serem seguidos, garantindo transparência no processo.

    É fundamental que os proprietários de modelos BMW que se enquadram nos anos e séries mencionados verifiquem se seus veículos estão incluídos neste recall. Isso pode ser feito consultando o número de identificação do veículo (VIN) no site da BMW ou no site da agência reguladora de tráfego do seu país. Ao receber a notificação, os proprietários são orientados a agendar um serviço em uma concessionária BMW autorizada. O reparo, que envolverá a substituição dos relés do motor de partida possivelmente corroídos, será realizado sem nenhum custo para o proprietário, cumprindo a responsabilidade da fabricante.

    Ignorar um aviso de recall pode ter consequências graves, especialmente quando lida com um risco de segurança crítico como o incêndio. A segurança é uma prioridade máxima para todos os fabricantes de automóveis, e a BMW não é exceção. Ao tomar medidas proativas para corrigir esta falha, a empresa demonstra seu compromisso em manter a confiança de seus clientes e garantir a segurança de seus produtos. Se você possui um dos modelos BMW mencionados, ou suspeita que seu veículo possa estar afetado, é crucial procurar informações e tomar as medidas corretivas necessárias. Sua segurança e a de seus passageiros dependem disso.

  • CEO da Ford: Motor competitivo com Toyota, apesar de recalls recordes

    Faz pouco mais de cinco anos desde que Jim Farley assumiu o cargo de CEO da Ford. Nesse período, ele já supervisionou o lançamento de produtos-chave como o Bronco, F-150 Lightning, Maverick e Mustang Mach-E. Ele também teve que guiar a marca através das consequências da pandemia de Covid, mas um dos maiores desafios tem sido melhorar a percepção da qualidade da Ford, especialmente no que diz respeito à durabilidade do motor.

    Falando na Wolfe Research Auto Conference, Farley reconheceu que a Ford ainda tem trabalho a fazer em termos de qualidade, mas afirmou que as métricas internas da empresa mostram que ela agora é competitiva com a Toyota, uma marca há muito considerada o padrão-ouro em qualidade e confiabilidade veicular.

    “Nossa qualidade ainda precisa de melhorias, e temos muito trabalho a fazer. Nossas métricas de qualidade inicial têm diminuído bastante, mas para durabilidade e coisas que realmente importam para os clientes, coisas que são problemáticas, especialmente as relacionadas ao motor, agora somos competitivos com a Toyota”, disse Farley. “É isso que nossos dados mostram, e estamos muito orgulhosos disso em todos os nossos novos produtos.”

    Essa afirmação surge em um momento em que a Ford tem enfrentado inúmeros problemas relacionados à qualidade, incluindo recalls recordes nos últimos anos. Em 2022, a Ford emitiu 67 recalls cobrindo 8,6 milhões de veículos nos EUA, o maior número entre todas as montadoras. Em 2023, a empresa teve 58 recalls afetando 6,9 milhões de veículos. Até agora, em 2024, a Ford já emitiu 18 recalls cobrindo 1,6 milhão de veículos.

    Esses recalls foram para uma variedade de problemas, desde pequenas falhas de software até questões mais sérias que afetam a direção, frenagem e os sistemas de motorização. A frequência desses recalls resultou em custos financeiros significativos e danos à reputação da montadora. A declaração de Farley sugere que, apesar desses desafios públicos, a Ford acredita que a durabilidade de seu núcleo de motorização atingiu um novo patamar.

    Farley também abordou as mudanças estratégicas da Ford, incluindo a decisão de reduzir seu foco em modelos ICE (motores de combustão interna) de baixo custo e priorizar veículos ICE de alto padrão e veículos elétricos (VEs). Essa mudança faz parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a lucratividade e concentrar recursos em áreas com maior potencial de crescimento e melhores margens.

    “Temos redirecionado nossa alocação de capital da extremidade inferior do negócio de ICE para ICE de alto padrão e VEs”, explicou ele. “Essa estratégia agora está começando a render frutos, pois vemos margens aprimoradas e diferenciação de produtos mais forte nesses segmentos.”

    Os comentários do CEO sublinham um momento crítico para a Ford, enquanto ela tenta redefinir sua imagem e eficiência operacional em um cenário automotivo em rápida evolução. Embora a empresa aponte para dados internos que apoiam suas melhorias de qualidade, o desafio contínuo será traduzir essas métricas internas em satisfação tangível do cliente e uma redução nos recalls públicos, solidificando sua reputação de confiabilidade aos olhos dos consumidores.