A Ferrari, a icônica fabricante italiana, revelou a plataforma de seu primeiro carro totalmente elétrico, o “Elettrica”, com lançamento previsto para 2026. Contudo, a marca enfatizou que, até 2030, os modelos a gasolina e híbridos permanecerão como prioridade em sua linha de produção, evidenciando uma estratégia de eletrificação mais ponderada do que a anunciada anteriormente.
O chassi do “Elettrica” foi apresentado em Maranello, na Itália, em sua fase de prontidão para produção. A estrutura, que já incluía a bateria e os motores elétricos (ainda sem rodas ou acabamento externo), destacou a engenharia avançada da Ferrari. A plataforma é composta por 75% de alumínio reciclado da mesma liga, refletindo um compromisso com a sustentabilidade. Para máxima estabilidade e dinâmica, a bateria foi posicionada o mais baixo possível. Uma seção traseira separada também foi integrada para reduzir vibrações e ruídos, otimizando o conforto.
O “Elettrica” contará com quatro motores elétricos, dois em cada eixo, prometendo alta performance e tração integral. Estes componentes incorporam tecnologia derivada diretamente dos modelos de Fórmula 1 da Ferrari, adaptada para veículos de produção em série, garantindo a essência esportiva da marca.
A Ferrari revisou suas metas de eletrificação para 2030, adotando uma abordagem mais cautelosa. O novo plano projeta uma linha composta por 40% de modelos a combustão, 40% híbridos e apenas 20% totalmente elétricos. Esta é uma inversão significativa em relação ao plano de 2022, que previa 40% de elétricos, 40% híbridos e 20% a combustão, sugerindo uma reavaliação das condições de mercado.
A empresa planeja lançar, em média, quatro novos modelos por ano entre 2026 e 2030 para manter o interesse de sua clientela de alto poder aquisitivo. John Elkann, presidente da Ferrari, declarou: “Com a nova Ferrari Elettrica, afirmamos mais uma vez nossa vontade de progredir, unindo a disciplina da tecnologia, a criatividade do design e a arte da fabricação.”
Um ponto central na estratégia é a produção interna de componentes cruciais para o “Elettrica”. Baterias de alta tensão, eixos eletrônicos e inversores são desenvolvidos e fabricados na nova unidade dedicada à eletrônica em Maranello, assegurando controle de qualidade e inovação.
No entanto, fontes indicaram à Reuters que a Ferrari não planeja introduzir um segundo EV antes de 2028. Essa decisão é atribuída à demanda ainda fraca por carros de luxo elétricos de alto desempenho, posicionando o “Elettrica” como um importante teste de mercado para a lendária marca no cenário da mobilidade elétrica.