O Renault Kwid E-Tech, o carro elétrico mais acessível do Brasil, acaba de ser relançado com significativas atualizações. Anunciado nesta quarta-feira (8), o modelo mantém seu preço competitivo de R$ 99.990, consolidando-se como a porta de entrada para a mobilidade elétrica no país. Essa estratégia visa fortalecer sua posição frente à crescente concorrência, especialmente de modelos chineses.
No cenário atual dos veículos elétricos mais baratos no Brasil, o Kwid E-Tech se destaca:
* Renault Kwid E-Tech: R$ 99.990
* Chery iCar: R$ 119.990
* BYD Dolphin Mini: R$ 119.990
* JAC e-JS1: R$ 119.990
As inovações buscam alinhar o Kwid elétrico aos seus rivais asiáticos, como o BYD Dolphin Mini e o JAC e-JS1, tanto em design quanto em tecnologia.
A parte dianteira do novo Kwid E-Tech passou por uma transformação notável. A grade frontal, antes fechada, foi substituída por uma peça inteiramente preta e de dimensões reduzidas. Os faróis foram redesenhados para incluir luzes diurnas (DRL) em formato de “Y”, enquanto o para-choque agora esconde parcialmente os faróis principais, criando um visual mais minimalista e moderno. Na traseira, as lanternas foram afiladas e agora se conectam por uma faixa preta sem iluminação.
Internamente, as mudanças são ainda mais impactantes. A Renault optou por uma abordagem mais sofisticada. A central multimídia saltou de 8 para 10 polegadas, ganhando uma aparência flutuante no painel – um recurso popular nos modelos chineses que amplia a percepção de seu tamanho. O painel de instrumentos foi totalmente digitalizado, substituindo os indicadores analógicos por uma tela colorida de 7 polegadas. Curiosamente, o freio de estacionamento ainda é acionado por alavanca, mas o volante agora incorpora botões para piloto automático, eliminando as antigas teclas sem função.
O novo Kwid E-Tech vem bem equipado de série, oferecendo:
* Central multimídia de 10 polegadas com Apple Carplay e Android Auto sem fio;
* Painel de instrumentos digital de 7 polegadas;
* Câmera de ré e sensores de estacionamento (traseiros e dianteiros);
* Piloto automático e limitador de velocidade;
* Alerta e assistente de permanência em faixa;
* Frenagem automática de emergência (AEB);
* Reconhecimento de placas de velocidade e sensor de fadiga;
* Seis airbags, garantindo maior segurança.
Apesar dos avanços tecnológicos, o acabamento do Kwid elétrico ainda não alcança o nível de seus concorrentes. Ausentes são as áreas com toque macio, presentes até mesmo no BYD Dolphin Mini. A motorização permanece inalterada, mantendo os 65 cv de potência, o que o posiciona como o segundo carro elétrico menos potente do Brasil, superando apenas o Chery iCar (61 cv).
A história recente do Kwid E-Tech no mercado brasileiro reflete a intensa competição. Lançado em 2022 por R$ 142.990, ele foi um dos pioneiros na eletrificação de compactos e liderou o segmento de elétricos acessíveis. Contudo, a chegada do BYD Dolphin em 2023, mesmo custando um pouco mais (R$ 149.800), redefiniu o mercado. O Dolphin oferecia um pacote superior em quase todos os aspectos: mais potente (95 cv), mais veloz (160 km/h), aceleração mais rápida (0-100 km/h em 10,9s), maior autonomia (291 km) e mais espaço interno.
Essas vantagens impulsionaram o sucesso do Dolphin, relegando o Kwid elétrico a um segundo plano. Os números de emplacamentos de janeiro a setembro de 2025 são reveladores: o BYD Dolphin Mini vendeu mais de 22.905 unidades, o Dolphin mais de 10.345, enquanto o Renault Kwid E-Tech emplacou apenas 6 unidades. O novo Kwid E-Tech, com suas atualizações e preço agressivo, busca reverter essa tendência e reconquistar seu espaço no mercado de elétricos.
