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  • Onix será substituído por SUV cupê GM-Hyundai com base e motor HB20

    A indústria automobilística global testemunha uma transformação sem precedentes, impulsionada pela busca incessante por inovação e pela necessidade de otimizar recursos. Nesse cenário dinâmico, uma das alianças mais surpreendentes e estratégicas está prestes a redefinir o segmento de veículos compactos no Brasil e, potencialmente, em outros mercados emergentes. O projeto conjunto entre a General Motors e a Hyundai, descrito como o mais audacioso de sua parceria, culminará no lançamento de um modelo que promete chacoalhar o mercado e, de forma significativa, selar o destino do Chevrolet Onix, um dos carros mais vendidos da história recente do país.

    Previsto para chegar às ruas apenas no final desta década, este novo veículo não será apenas um sucessor, mas sim uma revolução. Ele assumirá a forma de um SUV cupê, um segmento em franca ascensão que combina a robustez e a posição de dirigir elevada dos utilitários esportivos com a silhueta mais esportiva e aerodinâmica dos cupês. A decisão de migrar do tradicional hatchback para um SUV cupê reflete a tendência de mercado global, onde consumidores têm demonstrado uma clara preferência por veículos com maior versatilidade e design arrojado.

    O coração desta inovação reside na partilha de tecnologias e plataformas. O futuro SUV cupê da GM-Hyundai utilizará a aclamada plataforma do Hyundai HB20, um dos compactos de maior sucesso no Brasil, conhecido por sua dirigibilidade, design moderno e conjunto mecânico eficiente. A adoção dessa arquitetura não se limitará à base estrutural; o novo modelo também herdará o conjunto motriz do HB20, o que sugere a presença dos motores 1.0 turbo e 1.0 aspirado, ambos reconhecidos pela economia e desempenho adequados ao uso urbano e rodoviário. Essa sinergia entre as duas gigantes automotivas permite uma redução drástica nos custos de desenvolvimento e produção, resultando em um produto final competitivo e de alta qualidade.

    A saída de cena do Chevrolet Onix, um líder de vendas por muitos anos, marca o fim de uma era. Desde seu lançamento, o Onix conquistou o público brasileiro com seu custo-benefício, design atraente e robustez. No entanto, a evolução do mercado exige adaptações. Com a iminente chegada deste SUV cupê, a GM sinaliza sua intenção de reposicionar-se no segmento de entrada, oferecendo um produto mais alinhado às expectativas atuais dos consumidores, que buscam diferenciais como maior altura do solo, conectividade avançada e um estilo mais aventureiro.

    Para a Hyundai, a parceria fortalece sua presença global e valida a excelência de suas plataformas e motorizações, que agora serão utilizadas por uma concorrente direta. Para a GM, representa um salto estratégico, permitindo-lhe acelerar o desenvolvimento de um produto moderno e competitivo, sem a necessidade de investir bilhões em uma plataforma do zero. Essa colaboração é um testemunho da complexidade e da interdependência da indústria automotiva moderna, onde alianças inusitadas podem gerar frutos altamente disruptivos.

    Embora os detalhes de design e os nomes finais ainda sejam mantidos em sigilo, espera-se que o SUV cupê apresente uma identidade visual que mescle elementos de design de ambas as marcas, criando um veículo com apelo único. A conectividade e a segurança, pilares dos veículos modernos, serão certamente aspectos centrais do projeto. A promessa é de um carro que não apenas substitua o Onix em termos de volume, mas que o supere em termos de inovação, tecnologia e adequação aos novos tempos, estabelecendo um novo padrão para o segmento de entrada do mercado brasileiro e consolidando a visão de futuro da parceria GM-Hyundai.

  • Márquez vence MotoGP em Misano, a um passo do título 2025.

    O Grande Prêmio de Misano entregou um espetáculo de velocidade pura, brilhantismo estratégico e drama emocionante. Enquanto Marc Márquez garantiu uma vitória dominante, aproximando-se do título de 2025, a corrida foi igualmente definida por outras narrativas cativantes que se desenrolaram pelo circuito, envolvendo a pressão incansável de Marco Bezzecchi, o pódio heroico de Alex Márquez em casa e a queda dolorosa de Francesco Bagnaia.

    Marco Bezzecchi, um dos favoritos da torcida e herói local, demonstrou um espírito inabalável. Desde o momento em que as luzes se apagaram, ele se lançou em uma perseguição furiosa, nunca deixando o pelotão da frente escapar de sua vista. Seu estilo de pilotagem agressivo, mas controlado, o fez consistentemente ultrapassar os limites, curva após curva. Ele aplicou uma imensa pressão sobre os pilotos à frente, tornando cada ultrapassagem uma batalha árdua. Apesar de seus melhores esforços e uma perseguição implacável que durou até a última volta, ele não conseguiu conquistar um pódio, terminando logo fora dos três primeiros. Sua performance, no entanto, foi um testamento à sua determinação e mostrou por que ele é considerado um dos talentos mais promissores do esporte. A multidão rugiu a cada manobra, reconhecendo seu esforço valente para conquistar a glória em casa. Sua consistência e recusa em ceder mantiveram a tensão alta durante toda a corrida, deixando os espectadores na beira de seus assentos, esperançosos por uma carga tardia que, infelizmente, não se materializou em um final entre os três primeiros, mas que solidificou sua reputação como um competidor formidável.

    Para Alex Márquez, o circuito de Misano representava mais do que apenas mais uma corrida; era uma chance de brilhar em casa, cercado por seus fãs adoradores. E ele brilhou. Em uma exibição magistral de habilidade e resiliência, Alex navegou pelas curvas traiçoeiras e retas de alta velocidade para conquistar um merecido pódio. O rugido das arquibancadas enquanto ele cruzava a linha de chegada foi ensurdecedor, um tributo adequado à sua performance excepcional. Sua corrida foi caracterizada por ultrapassagens inteligentes e uma defesa tenaz de sua posição contra uma barragem de ataques de competidores experientes. Garantir um pódio em frente à sua torcida é um momento que todo piloto sonha, e Alex Márquez o executou perfeitamente, entregando uma performance que combinou agressão com precisão estratégica. Este resultado não só impulsionou sua confiança, mas também solidificou sua posição como um piloto capaz de desafiar consistentemente as primeiras posições, tornando-o um fim de semana verdadeiramente memorável para a família Márquez.

    A corrida tomou um rumo dramático na décima volta, quando Francesco Bagnaia, um forte candidato ao campeonato e outro herói local, sofreu uma queda devastadora. Até aquele ponto, Bagnaia vinha pilotando brilhantemente, mostrando o ritmo e o controle que o haviam tornado uma força formidável na batalha pelo campeonato. Sua queda causou choque no paddock e entre os milhares de fãs italianos, que assistiram incrédulos enquanto suas esperanças de uma vitória em casa, e potencialmente uma crucial pontuação para o título, evaporavam em um instante. O incidente não apenas encerrou sua corrida prematuramente, mas também teve implicações significativas para a classificação geral do campeonato, abrindo ainda mais as portas para seus rivais. Foi um lembrete vívido da natureza impiedosa da MotoGP, onde um único erro de julgamento pode custar tudo. A decepção era palpável, uma pílula amarga para Bagnaia e sua equipe engolirem, transformando o que poderia ter sido um dia de celebração em um de profunda reflexão e contratempos.

    O Grande Prêmio de Misano foi um microcosmo da própria MotoGP: uma mistura de ação de alta octanagem, batalhas estratégicas, triunfos pessoais e imprevistos dramas. Da vitória dominante de Márquez à pressão implacável de Bezzecchi, ao glorioso pódio de Alex Márquez em casa e à lamentável saída de Bagnaia, a corrida proporcionou uma rica tapeçaria de histórias que, sem dúvida, serão discutidas por muitas temporadas.

  • Nissan Ariya: O elétrico com tecnologia exclusiva que não vem ao Brasil

    O Nissan Ariya é um dos veículos elétricos mais aguardados globalmente, representando um salto significativo da montadora japonesa no segmento de mobilidade eletrificada. Com um design futurista, performance impressionante e tecnologias de ponta, o SUV coupé 100% elétrico tem conquistado olhares e elogios. No entanto, para os entusiastas brasileiros, a notícia vem com um misto de empolgação e frustração: o Ariya não será comercializado em terras brasileiras, pelo menos em um futuro próximo. Em vez disso, algumas unidades do modelo assumirão um papel crucial, atuando como “cobaias” em um extenso estudo sobre eletrificação que a Nissan planeja conduzir no país.

    Esta iniciativa estratégica visa coletar dados valiosos e aprofundar o entendimento da Nissan sobre o comportamento dos veículos elétricos e de seus usuários em um cenário tão particular quanto o brasileiro. A frota de Ariyas que circulará por aqui será fundamental para avaliar a performance do veículo em diversas condições climáticas e de infraestrutura, que variam significativamente de região para região. O estudo abrangerá aspectos como a eficiência do consumo de energia em diferentes temperaturas, a durabilidade das baterias frente às condições das estradas brasileiras e a adaptabilidade da tecnologia de carregamento à rede elétrica local.

    Além dos desafios técnicos, a pesquisa focará intensamente no perfil do consumidor e na usabilidade dos veículos. Serão analisados os hábitos de recarga, a percepção dos usuários sobre a autonomia, o impacto do Ariya no dia a dia e as expectativas em relação à infraestrutura de carregamento. Essa coleta de informações permitirá à Nissan compreender melhor as barreiras e oportunidades para a expansão da mobilidade elétrica no Brasil, subsidiando o desenvolvimento de futuros produtos e serviços que sejam verdadeiramente adequados às necessidades do mercado local.

    O Ariya, com sua arquitetura de plataforma modular CMF-EV, oferece uma combinação de autonomia robusta e performance dinâmica. Entre suas inovações, destaca-se o sistema de tração integral e-4ORCE, que controla com precisão a potência e a frenagem das quatro rodas para otimizar o desempenho e a segurança. Além disso, o veículo incorpora tecnologias avançadas de assistência ao motorista, como o ProPILOT Assist 2.0, que eleva o nível de conveniência e segurança. É exatamente essa sofisticação tecnológica que o torna um laboratório ideal para os testes em solo brasileiro.

    Embora a ausência de vendas diretas possa decepcionar, a presença do Ariya como plataforma de testes demonstra o comprometimento da Nissan com o avanço da eletrificação no Brasil. Os dados coletados neste projeto serão inestimáveis, servindo como base para futuras estratégias da marca no país. É um investimento de longo prazo que, mesmo sem o modelo nas concessionárias, contribui para pavimentar o caminho para a introdução de veículos elétricos mais adaptados e competitivos no mercado nacional. A Nissan busca, com essa iniciativa, não apenas testar um carro, mas construir o futuro da mobilidade elétrica brasileira, passo a passo, a partir da experiência real com um de seus mais avançados expoentes elétricos.

  • Mercedes Nega Acordo com BMW para Motores, Reafirmando Autossuficiência

    O setor automotivo foi recentemente agitado por especulações: a Mercedes-Benz estaria considerando usar motores BMW em alguns de seus modelos a partir de 2027. Tais rumores, que rapidamente ganharam força em publicações especializadas, sugeriam um possível acordo para compartilhar custos de desenvolvimento e otimizar recursos. Contudo, executivos de alto escalão da marca de Stuttgart agiram prontamente para desmentir as informações, reafirmando categoricamente a autossuficiência da Mercedes-Benz na produção de seus próprios motores e tecnologias de propulsão.

    A ideia de que a Mercedes-Benz, pilar da engenharia alemã, pudesse recorrer a motores da sua competidora direta chocou muitos. A especulação levantou questões sobre as motivações por trás de tal movimento, como a pressão para reduzir custos de P&D na transição para a eletrificação ou a busca por sinergias. Um acordo desse tipo representaria uma mudança paradigmática, quebrando décadas de rivalidade e independência tecnológica. Analistas apontavam possíveis ganhos de escala e otimização de investimentos em novas gerações de motores a combustão, ainda relevantes até o horizonte da eletrificação total.

    A resposta oficial da Mercedes-Benz foi contundente. Porta-vozes da empresa e membros da diretoria vieram a público para esclarecer a posição da marca. Eles enfatizaram que a Mercedes-Benz mantém uma robusta estratégia de desenvolvimento e produção interna para todos os seus componentes essenciais de powertrain. A mensagem foi clara: a capacidade de projetar e construir seus próprios motores – a combustão, híbridos ou elétricos – é um pilar fundamental da identidade e competitividade da estrela de três pontas, intrínseco à percepção de luxo, desempenho e inovação globalmente.

    Historicamente, a Mercedes-Benz sempre se orgulhou de sua expertise em motorização, vista como o coração de seus veículos. A engenharia dos motores garante performance, durabilidade e a experiência de condução sinônimas da marca. Abrir mão desse controle para usar motores de um concorrente seria, para muitos, diluir parte da essência da Mercedes. A empresa investe bilhões anualmente em suas próprias instalações de P&D, empregando milhares de engenheiros dedicados a aprimorar cada aspecto de seus propulsores, garantindo excelência técnica e inovação rápida.

    A reafirmação da autossuficiência ganha ainda mais peso no contexto da transição energética. Com o avanço para veículos elétricos, a Mercedes-Benz direciona enormes recursos para o desenvolvimento de suas próprias plataformas, baterias, motores e sistemas de gerenciamento de energia. Manter o controle total sobre esses componentes estratégicos é crucial para garantir diferenciação e liderança tecnológica em um mercado disputado. A eletrificação é vista não como motivo para parcerias com rivais em componentes primários, mas como uma oportunidade para solidificar sua posição de vanguarda através de inovação interna.

    Em suma, enquanto a indústria automotiva explora novas colaborações, a Mercedes-Benz parece determinada a seguir um caminho de independência estratégica para seus sistemas de propulsão. As declarações dos executivos servem como um lembrete robusto de que, para a marca de luxo alemã, a engenharia e a produção interna de motores – combustão ou elétricos – são mais do que uma tradição; são um pilar fundamental de sua estratégia de longo prazo, identidade e promessa de valor aos consumidores. Os rumores geraram burburinho, mas a Mercedes-Benz reiterou sua visão: o futuro de seus veículos continuará impulsionado por sua própria e distinta engenharia.

  • Aston Martin Será o Primeiro a Usar o Novo Pneu Inteligente de Alta Tecnologia da Pirelli

    O desenvolvimento de pneus tem evoluído constantemente, saindo das simples melhorias na banda de rodagem e nos compostos para incorporar eletrónica avançada. As inovações iniciais focaram-se na durabilidade e aderência, elementos cruciais para a segurança e o desempenho. Fabricantes aperfeiçoaram misturas de borracha e desenhos de sulcos para garantir maior longevidade e tração segura em diversas condições climáticas e de estrada. Essas melhorias mecânicas foram fundamentais, minimizando furos e otimizando o controlo, estabelecendo as bases da fiabilidade essencial para a condução segura.

    Subsequentemente, a introdução dos sistemas de monitorização de pressão de pneus (TPMS) marcou um salto para a eletrónica. O que começou como uma característica de luxo tornou-se obrigatório em muitos mercados, como nos EUA e na UE, devido à sua comprovada capacidade de aumentar a segurança rodoviária e reduzir o consumo de combustível. Manter a pressão correta evita acidentes por rebentamentos, otimiza a eficiência energética e prolonga a vida útil do pneu, validando a integração eletrónica como um passo crucial para a segurança ativa e a sustentabilidade automotiva.

    Mais recentemente, a engenharia de pneus avançou com designs run-flat e inserções de espuma para redução de ruído. Os pneus run-flat são uma revolução em segurança e conveniência, permitindo que o veículo circule por uma distância limitada após um furo, eliminando a necessidade de uma troca imediata na berma da estrada. Esta tecnologia oferece maior tranquilidade. Paralelamente, para um maior conforto, espumas especiais são integradas para absorver vibrações e reduzir significativamente o ruído transmitido para o habitáculo, uma característica valorizada em veículos premium e elétricos onde o silêncio interior é primordial.

    O futuro do desenvolvimento de pneus aponta para uma integração ainda mais profunda com a eletrónica dos veículos, transformando o pneu num sensor ativo e inteligente. A próxima geração irá além da monitorização básica, com sensores avançados que analisam em tempo real pressão, temperatura, desgaste, carga e condições da superfície da estrada. Estes pneus “inteligentes” comunicarão diretamente com os sistemas de assistência ao condutor, permitindo otimização dinâmica de desempenho e segurança. Fornecer dados precisos e contínuos é fundamental para o avanço dos veículos autónomos, onde a gestão da interação veículo-estrada é crítica.

    Esta evolução transforma o pneu de componente passivo num sistema ativo e inteligente, parte integrante do ecossistema automotivo moderno. Sua capacidade de fornecer dados precisos é crucial para a manutenção preditiva e a segurança veicular. Parcerias impulsionam esta inovação, visando criar pneus que contribuam ativamente para uma experiência de condução mais segura, eficiente e confortável. A visão é que os pneus se tornem os “olhos e ouvidos” do veículo na estrada, otimizando o desempenho em todas as circunstâncias e marcando uma nova era na engenharia automóvel.

  • Picape Elétrica de US$ 60 mil Causa Processos de Concessionárias contra VW

    A subsidiária da Volkswagen está, de fato, a ressuscitar a icónica marca Scout com o lançamento de dois veículos elétricos robustos: a picape Terra e o SUV Traveler. Estes novos modelos são projetados para desafiar diretamente os veículos elétricos de maior sucesso no segmento de picapes e SUVs, como a Ford F-150 Lightning e o Rivian R1T. A promessa central da Scout é oferecer uma verdadeira capacidade de caminhonete, combinada com a sustentabilidade e o desempenho dos veículos elétricos, visando preencher uma lacuna no mercado para consumidores que necessitam de veículos robustos e versáteis.

    Um dos pontos mais inovadores e que distingue a proposta da Scout é a inclusão de um extensor de autonomia a gasolina, que permitirá aos veículos alcançar uma autonomia total impressionante de até 500 milhas (cerca de 800 km). Esta característica é potencialmente revolucionária, pois poderia finalmente superar a principal barreira para a adoção em massa de veículos elétricos em segmentos de trabalho e aventura: a ansiedade de autonomia. Para muitos consumidores, especialmente aqueles que utilizam seus veículos em longas viagens, reboque ou em locais remotos onde a infraestrutura de carregamento é escassa, a autonomia limitada dos EVs puros ainda é um impedimento significativo. O extensor de autonomia a gasolina da Scout oferece a flexibilidade de um motor de combustão interna para recarregar a bateria em movimento, garantindo que os motoristas nunca fiquem sem energia, mesmo longe de um carregador. Isso não só amplia a usabilidade dos veículos elétricos em cenários desafiadores, mas também os torna mais atraentes para um público que tradicionalmente se apega aos motores a combustão por sua praticidade e confiabilidade em viagens longas.

    A marca Scout, originalmente parte da International Harvester, tem um legado de veículos utilitários robustos e capazes, o que a torna um nome ideal para a investida da VW no segmento de EVs off-road. A intenção da Volkswagen é infundir esses novos modelos com o espírito de aventura e durabilidade que tornaram os Scouts originais tão populares. Espera-se que a Terra e o Traveler apresentem um design agressivo e funcional, alta distância do solo, e tecnologias avançadas para off-road, garantindo que sejam tão aptos para trilhas quanto para a estrada. O preço inicial projetado de US$ 60.000 posiciona a picape Terra como um concorrente direto no mercado de picapes elétricas, buscando um equilíbrio entre preço acessível e recursos premium.

    No entanto, o ressurgimento da Scout não está isento de controvérsias. A decisão da Volkswagen de vender os veículos Scout através de um modelo de vendas diretas, em vez da tradicional rede de concessionárias, gerou uma onda de descontentamento e processos judiciais por parte de alguns concessionários da VW e da Audi nos EUA. As concessionárias argumentam que o modelo de vendas diretas para a Scout viola seus acordos de franquia e ameaça seus negócios existentes, ao potencialmente canibalizar as vendas de outros veículos utilitários da marca VW. Essa disputa legal destaca os desafios que as montadoras tradicionais enfrentam ao tentar inovar em seus modelos de negócios e distribuição, especialmente no crescente e competitivo mercado de veículos elétricos. A Volkswagen vê o modelo de vendas diretas como uma forma de modernizar a experiência do cliente e otimizar custos, mas a resistência das concessionárias tradicionais é um obstáculo significativo.

    A aposta da VW na Scout com este modelo híbrido (EV com extensor a gasolina) pode ser um divisor de águas, não só para a marca, mas para toda a indústria de veículos elétricos. Ao resolver a questão da autonomia de forma prática e ao mirar em um segmento de mercado que valoriza a robustez e a capacidade, a Scout pode atrair um novo grupo de compradores para o universo dos EVs. O sucesso da Terra e do Traveler dependerá não apenas de suas capacidades técnicas, mas também da forma como a Volkswagen conseguirá navegar pelas tensões com seus parceiros de vendas e estabelecer a marca Scout como um player respeitável no cenário de veículos elétricos.

  • Toyota Transforma Humilde Yaris em Monstro de Pista de 300 CV com Aerodinâmica

    A Toyota, conhecida pela sua fiabilidade e inovação em veículos de passageiros, tem uma faceta mais selvagem que se manifesta ocasionalmente. Desta vez, a empresa pegou no seu modesto hatchback subcompacto, o Yaris, e o transformou numa máquina de pista de 300 cavalos de potência, completa com um agressivo pacote aerodinâmico. Esta metamorfose não é apenas um exercício de engenharia; é uma declaração ousada sobre o potencial oculto mesmo nos veículos mais quotidianos.

    A base do projeto, o Yaris, é geralmente associado à eficiência de combustível e à praticidade urbana. No entanto, os engenheiros da Toyota Gazoo Racing (TGR), a divisão de desportos motorizados da marca, viram uma tela em branco para criar algo verdadeiramente espetacular. O primeiro passo crucial foi a revisão completa do trem de força. O motor original foi substituído ou extensivamente modificado para acomodar um turbocompressor de alto desempenho, novos injetores, um sistema de escape otimizado e um ECU (Unidade de Controle Eletrónico) remapeado. O resultado? Uma impressionante potência de 300 cavalos, um aumento exponencial em relação à versão de produção.

    Para lidar com esta explosão de potência, o chassi do Yaris foi reforçado com soldas adicionais e pontos de montagem mais robustos. A suspensão foi completamente redesenhada, incorporando amortecedores ajustáveis de nível de corrida, molas mais firmes e barras estabilizadoras de maior diâmetro. Juntamente com buchas mais rígidas e uma geometria de suspensão ajustada, estas modificações garantem que o Yaris não só aguente a força, mas também a utilize de forma eficaz nas curvas mais apertadas. Os travões, essenciais para qualquer carro de pista, foram atualizados com discos maiores, pinças de múltiplos pistões e pastilhas de alto desempenho, garantindo uma capacidade de travagem brutal.

    Mas o que realmente distingue este Yaris são as suas modificações aerodinâmicas. O pacote aero não é apenas para exibição; é totalmente funcional, projetado para maximizar a downforce e otimizar o fluxo de ar ao redor do veículo. Um divisor dianteiro proeminente, saias laterais estendidas e um difusor traseiro maciço trabalham em conjunto para criar pressão negativa e manter o carro colado ao asfalto. O elemento mais dramático é, sem dúvida, a asa traseira de grandes dimensões, ajustável, que não só adiciona um visual intimidante, mas também fornece downforce crucial em altas velocidades, melhorando a estabilidade e a aderência em curva. As aberturas nos para-lamas e no capô auxiliam no arrefecimento e na redução da turbulência.

    Por dentro, o Yaris foi despojado de todos os itens desnecessários para reduzir o peso. Bancos de corrida leves com cintos de segurança de múltiplos pontos, uma gaiola de segurança completa (roll cage) e um volante de corrida substituíram o interior padrão, transformando a cabine num ambiente focado no piloto. Um painel de instrumentos digital personalizável fornece todas as informações essenciais. Este Yaris de 300 CV é um testemunho da paixão da Toyota pelo automobilismo e da sua capacidade de transformar até o mais modesto dos veículos numa besta pronta para a pista, demonstrando que, com a engenharia certa, o inesperado pode ser alcançado.

  • BMW iX3 com visual divertido chega ao jogo Hot Wheels

    2026 BMW IX3 IN HOT WHEELS GAME

    Cobrimos os detalhes sérios sobre o iX3 de 2026, então por que não nos divertirmos um pouco? A BMW confirma que seu novo crossover elétrico suporta o AirConsole, um recurso introduzido pela primeira vez em 2023 em modelos específicos que executam o…

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  • BMW: ‘Não Há Carros Ruins na China’

    Os carros chineses evoluíram de motivo de chacota da indústria para adversários dignos de marcas tradicionais. E a BMW provavelmente sabe disso melhor do que ninguém. Observando os números de vendas, é seguro dizer… Publicado originalmente por https://www.bmwblog.com

  • Mercedes-AMG Pondera Rival Elétrico para BMW M4

    PRÉ-ESTREIA MUNDIAL CONCEITO AMG GT XX, 2025

    Já não é segredo que a BMW está a preparar um M3 elétrico. Vários altos funcionários da M confirmaram que uma super berlina sem motor de combustão está a caminho. Caramba, até já existem fotos-espia…

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