O Toyota Corolla Cross alcançou um feito notável em agosto de 2025, tornando-se o SUV mais vendido do mês no Brasil, conforme dados da Fenabrave. A disputa foi acirrada, com o Corolla Cross emplacando 7.737 unidades, superando o até então líder Volkswagen T-Cross por uma margem mínima de apenas 35 unidades (7.702 emplacamentos).
Este resultado inesperado impulsionou o Corolla Cross ao topo da lista mensal. Completando o pódio, o Hyundai Creta registrou 6.649 vendas. Na sequência vieram o Fiat Fastback (5.040), Chevrolet Tracker (4.942), Nissan Kicks (4.740), Jeep Compass (4.717), Volkswagen Nivus (4.557) e Fiat Pulse (4.282). Em contraste, o Honda HR-V teve um desempenho modesto, repetindo os números de julho com 4.028 unidades vendidas, posicionando-se em 10º lugar, bem abaixo das 6,1 mil unidades de junho.
Apesar da liderança em agosto, o Volkswagen T-Cross mantém uma folgada vantagem no acumulado de 2025, somando 61.252 emplacamentos nos primeiros oito meses, 15 mil unidades à frente do Hyundai Creta (45.680). O Toyota Corolla Cross ocupa o terceiro lugar no ano (44.692), seguido por Honda HR-V (40.113) e Chevrolet Tracker (39.152).
No panorama geral do mercado, o Brasil emplacou 1.667.295 veículos novos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) de janeiro a agosto de 2025. Esse volume representa um crescimento de 2,77% em relação ao mesmo período de 2024.
Analisando por segmento:
* **Automóveis:** 1.232.600 emplacamentos no acumulado (+2,91% vs. 2024). Agosto registrou 172.280 unidades (-5,22% vs. julho, mas +0,78% vs. agosto/2024).
* **Comerciais Leves:** 343.506 emplacamentos acumulados (+4,09% vs. 2024). Agosto teve 42.210 unidades (-12,48% vs. julho, -19,22% vs. agosto/2024).
* **Caminhões e Ônibus:** 91.189 emplacamentos acumulados (-3,59% vs. 2024). Agosto somou 10.858 unidades (-17,75% vs. julho, -23,18% vs. agosto/2024).
A Fenabrave mantém sua projeção de crescimento de 5% para o mercado automotivo em 2025, totalizando 2.765.906 veículos, mas o presidente Arcelio Junior expressa preocupações com as altas taxas de juros e a desaceleração econômica. As projeções revisadas incluem alta de 5% para automóveis e comerciais leves, 6% para ônibus, e uma redução de 7% para caminhões.
A economista Tereza Fernandez, da Fenabrave, destaca fatores como o possível retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, que pode impactar o comércio internacional, e o cenário nacional, marcado pelo encarecimento do crédito devido aos juros elevados e ao déficit fiscal. “Os juros estão muito altos — todos que atuam com crédito no setor percebem isso. Mas o grande problema do Brasil é o déficit fiscal”, ressalta Fernandez. Contudo, o Marco Legal de Garantias é visto como um mecanismo que ajuda a proteger o crédito do impacto dos juros altos.
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